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mar
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A busca de uma aparência jovem é universal. Infelizmente, as mudanças relacionadas à idade na nossa estrutura facial e aparência são parcialmente intrínsecas – envelhecimento que é inevitável e acontece devido à genética e à passagem do tempo. Embora não possamos parar o tempo, a maior causa dos sinais visíveis de envelhecimento está diretamente ligada a fontes ambientais e é evitável. Este envelhecimento extrínseco é atribuído principalmente à exposição ao sol e é uma das causas mais evitáveis de rugas, flacidez, descoloração da pele, colapso da matriz extracelular, e mais importante, o câncer de pele.

A pele humana é composta pela epiderme, derme e tecido adiposo subjacente. A maior parte de uma derme saudável é formada pela matriz extracelular (MEC). A MEC é um conjunto complexo de biomoléculas destinadas a apoiar e proteger as células da derme. Uma MEC forte deve estar presente para apoiar a saúde e aparência exterior da pele.

A MEC é composta de proteínas estruturais (colágeno e elastina), proteínas adesivas (lamininas e fibronectina), glicosaminoglicanos (GAG), e proteoglicanos. As fibras de colágeno trabalham para dar força e estrutura para a pele, enquanto que as fibras de elastina permitem que a pele possa esticar e voltar à sua forma original. Os GAG que rodeiam esta estrutura são: ácido hialurônico, sulfato de heparina, sulfato de condroitina, heparina e sulfato de dermatano. O ácido hialurônico, o GAG mais amplamente estudado, pode armazenar até 1.000 vezes o seu peso em água dentro da matriz, tornando a pele saudável e com aparência jovem.

Através do tempo e infratores exógenos, a MEC é lentamente degradada por enzimas conhecidas como simbióticas metaloproteinase de matriz (MMP). MMP, tais como colagenase, elastase, hialuronidase, são responsáveis pela destruição de componentes da MEC. Apesar de uma pequena quantidade destas enzimas serem necessárias para a quebra de proteínas para manter a pele saudável, uma produção excedente de MMP ocorre em resposta a fatores prejudiciais externos que levam ao envelhecimento visível acelerado.

Algumas apresentações geralmente reconhecidas do envelhecimento visíveis são: degradação do colágeno e da matriz, flacidez e frouxidão, atrofia da epiderme e da derme, alargamento dos poros, variações texturais, ressecamento e desidratação, engrossamento, queratinização epidérmica, discromias, hiperpigmentação e telangiectasias.

O envelhecimento intrínseco é caracterizado pelo desarranjo natural da epiderme, derme e estruturas subcutâneas. Mudanças cronológicas tornam a renovação celular mais lenta, fazendo com que a textura da pele se torne mais grossa, formando linhas finas e rugas mais aparentes. Ao longo do tempo, a produção de componentes estruturais da derme, tais como colágeno, elastina e GAG diminui, conduzindo a um decréscimo de 20 por cento da espessura total dérmica. Além disso, o tecido adiposo subcutâneo diminui, contribuindo ainda mais para a perda de volume e flacidez facial. Ainda assim, essas mudanças fisiológicas são provavelmente responsáveis por apenas 15 por cento dos sinais visíveis do envelhecimento, enquanto os outros 85 por cento são atribuídos a fatores externos, em grande parte evitáveis, tais como a exposição ao sol, poluição, fumo, e inflamação.

Está muito claro que a exposição UV é a principal ameaça para uma pele saudável. Os raios UV são divididos em três tipos, com base no comprimento de onda. Os menores são UVC (200-280 nm). Atualmente, a camada de ozônio impede que esta radiação UV de onda curta alcance a superfície da Terra. Os raios UVB (280-320 nm) e UVA de onda longa (320-400 nm) são os responsáveis pelo envelhecimento precoce, disfunção imunológica e alguns tipos de câncer. Os raios UVA e UVB são responsáveis pela maior parte dos efeitos negativos. A radiação UV é particularmente prejudicial para a pele, uma vez que tem sido demonstrado que não só aumenta os níveis de radicais livres de espécies reativas de oxigênio (ROS), mas também provoca uma redução nos antioxidantes que estão naturalmente presentes na pele humana.

O que realmente acontece quando a pele é exposta ao sol?

As enzimas MMP na pele aumentam acentuadamente como resultado da exposição aos raios UV, levando a um colapso da MEC. A radiação UV também estimula um aumento na produção de radicais livres. Existem muitos tipos de radicais livres, ROS ainda têm sido amplamente estudados devido aos seus efeitos nocivos conhecidos na pele. Da vasta variedade de agressores do meio ambiente, a radiação UV é um contribuinte principal para a produção excessiva de ROS e seu estresse oxidativo resultante na pele. Exposição aos raios UV também reduz o sistema natural de defesa antioxidante na pele, tornando-a mais suscetível ao ataque de radicais livres. Rugas, flacidez, alargamento dos poros, perda de elasticidade, melanogênese intensificada, e telangiectasias visíveis são comuns como um resultado direto da exposição aos raios UV.

Protetor solar é, acima de tudo, o cuidado mais importante de um regime de controle de idade. Um produto de amplo espectro solar (UVA e UVB) deve ser aplicado diariamente para evitar mais danos. Escolha um FPS de pelo menos 30 e observe se o produto oferece uma adequada proteção UVA e UVB. Devido ao aumento comprovado dos radicais livres e a redução natural dos antioxidantes causados pela exposição aos raios UV, também é aconselhável que o protetor solar contenha ativos antioxidantes.

Embora a prevenção de danos seja sempre o melhor caminho, o que vemos na maioria das vezes em nossas cabines são clientes com anos de danos provocados pela radiação UV com necessidade de tratamento corretivo. Estes clientes devem receber tratamentos esfoliantes para garantir descamação adequada e ajudar na penetração de ativos. Combinar esfoliação física e química e ativos hidratantes é uma boa opção para o tratamento da pele fotoenvelhecida.

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