Blog Belvittà
fev
20

Os meses do outono e inverno são os ideais para renovação da pele, especialmente para aqueles clientes que abusaram do sol nos meses de verão. Embora a esfoliação da pele seja um processo que ocorre naturalmente, a maioria dos tipos de pele precisa de uma ajuda extra.

Nossa pele se renova naturalmente a cada 28 dias, porém, com a idade, este ciclo fica mais lento, o que deixa a pele sem brilho e com aparência cansada. O uso regular de esfoliantes elimina as células mortas da camada escamosa, estimula a produção de colágeno e melhora a elasticidade. Quando a pele é esfoliada, ela é forçada a criar novas células, que se revelam com uma aparência mais bonita e saudável.

E quanto se fala em renovação celular, os peelings químicos são os recursos mais seguros e eficazes para conseguir ótimos resultados, desde que aplicados corretamente. Por outro lado, se feitos de forma incorreta, o profissional pode, inadvertidamente, causar danos à pele do cliente. Para entender como realizar peelings químicos eficazes para seus clientes, você primeiro precisa entendê-los.

A origem dos peelings químicos

Esfoliação química não é um conceito novo. Na verdade, a esfoliação química remonta aos tempos do Egito antigo. Egípcios usavam fitas abrasivas feitas com alabastro, mel e leite azedo. Eles estavam usando ácido láctico, mesmo naquela época. Os gregos também utilizavam técnicas de peeling facial combinando calcário, mostardas e sulfetos.

Os peelings químicos de hoje

Embora existam muitas opções para peelings profissionais, o segredo está em entender as propriedades de cada um.
Basicamente, os peelings químicos para uso profissional utilizam dois grupos de ácidos, os alfahidroxiáciods (AHAs) e os betahidroxiácios (BHAs).

Os alfahidroxiácidos (AHAs) são um grupo de compostos carboxílicos orgânicos encontrados em frutas e derivados do leite, que atuam diminuindo a adesão entre os corneócitos da pele, que provoca descamação superficial da pele. Os principais ácidos deste grupo são os ácidos glicólico, mandélico, lático, málico, cítrico e tartárico.

Os betahidroxiácidos (BHAs), onde o principal é o ácido salicílico, também têm propriedades queratolíticas (esfoliantes), além de propriedades antimicrobianas. São mais indicados nos protocolos de peles oleosas e acneicas, pois agem afinando a camada córnea, evitando a contaminação por bactérias e fungos oportunistas, reduzindo a inflamação, bem como regulando a oleosidade.

Os riscos dos peelings químicos muito agressivos

O que pode dar errado ao usarmos ácidos mais agressivos? Muita coisa pode dar errado. A esfoliação química realizada de maneira inadequada pode ter inúmeros efeitos colaterais, como eritema, irritação, bolhas, queimadura, inchaço, alterações na pigmentação, sensibilidade ao sol, cicatrizes e infecção.
Para ajudar a minimizar estes efeitos colaterais no seu cliente, é aconselhável evitar exageros na combinação de microdermoabrasão com peelings químicos na tentativa de proporcionar resultados melhores e mais imediatos. A pele é uma barreira protetora, então cuidado para não derrubar as defesas do seu cliente!

A importância do pH

O potencial de hidrogeniônico (pH) é uma unidade de medição que indica se uma substância é ácida, neutra ou alcalina. Como um profissional de cuidados da pele, você precisa entender o pH, a fim de escolher o melhor peeling químico para seus clientes.

A escala de medição de pH varia de 0 a 14, com o número 7 como neutro. Números inferiores a 7 indicam ácido, enquanto números maiores que 7 indicam alcalino. Esta escala é logarítmica e aumenta em múltiplos de 10, o que significa dizer que o pH 6 é 10 vezes mais ácido que o pH 7 e 10 vezes menos ácido que o pH 5, que indica a faixa do pH médio da pele. Essa é uma grande diferença. Por exemplo, você tem uma laranja descascada e o suco entra em contato com sua pele, você sentirá um leve formigamento. O pH de uma laranja é de aproximadamente 2, que está a 3 pontos do pH da sua pele, mas, na realidade, é quase 3.000 vezes mais ácido do que a sua pele.

O topo da escala é de 14, que é de 10 milhões de vezes mais alcalino do que 7. Como você pode ver, uma pequena variação no pH irá afetar significativamente a acidez de qualquer produto.

Quanto menor o pH do produto, mais ácido ele será e maiores os riscos de irritação e dérmica e outros efeitos colaterais. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA recomenda que os peelings químicos contendo AHAs tenham pH a partir de 3.5, que é considerado o ideal para uma se obter uma boa relação entre eficácia e segurança.

Estas noções básicas sobre medidas e valores de pH vão ajudar muito a sua capacidade de manter a pele dos seus clientes na melhor condição possível.

Cuidados depois de aplicar o peeling químico

Depois de um tratamento de esfoliação química, é essencial hidratar a proteger a pele. Após aplicar um peeling químico, você pode ressecar a superfície da pele, removendo a cobertura natural, portanto, aplicar um sérum ou uma máscara hidratante é importante para acalmar a pele. Em seguida, aplicar sempre um bom protetor solar, de preferência aqueles elaborados com filtros físicos, que funcionam como uma barreira contra agressões ambientais e a radiação solar.

A esfoliação química pode causar leves irritações. Como profissional de cuidados da pele você deve ter cuidado para não esfoliar excessivamente. Se a pele é esfoliada corretamente, tomando as devidas precauções e seguindo os cuidados pós tratamento, seus clientes irão notar uma redução significativa das linhas de expressão, rugas, cicatrizes de acne e hiperpigmentação.

Realizando os peelings químicos corretamente, você será capaz de fornecer aos seus clientes uma pele bonita e brilhante, deixando-os muito felizes com o seu tratamento.

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